Somos o Grupo Teatral SóArte, criamos esse blog na intenção de divulgar nosso trabalho bem como manter contato com as várias mnifestações artísticas para assim poder propagar a beleza que existe nas artes...
“No Reino das Águas Claras” conta a ida de Narizinho ao reino do Príncipe Escamado (Rafael Novaes), onde a menina conhece o sapo Major Agarra-E-Não-Larga-Mais, briga com a Dona Carochinha e ganha o vestido mais deslumbrante, confeccionado especialmente para ela por D. Aranha, a melhor costureira do mundo.
É também "No Reino das Águas Claras" que Emília ganha vida, toma as pílulas do Doutor Caramujo e desata a tagarelar.
Enquanto isso, na cidade, Pedrinho se prepara para as tão esperadas férias no Sítio do Pica-pau Amarelo, ao lado da avó, Dona Benta, e dos quitutes de Tia Nastácia.
A maquiagem é um elemento bastante significativo no ramo das artes. Para um pintor, um rosto se torna uma tela, para um ator a maquiagem pode funcionar como uma mascara que esconde o ator e mostra a personagem, para o maqueador, a maquiagem é ele proprio...
Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa em Alentejo, filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo. Registrada como filha de pai desconhecido, foi criada pelo pai e pela madrasta Mariana Espanca, assim como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registrado da mesma maneira. O curioso é que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, já próximo a inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de “florbelianos”, a reconheceu como filha.
Desejos vãos Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa! Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o sol, a luz intensa
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa Que ri do mundo vão é ate da morte!
Mas o mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza, Abrem, aos céus, os braços, como um crente!
E o sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as pedras... essas... pisá-as toda a gente!...
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo os problemas psicológicos, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um edema pulmonar.
Eu...
Eu sou a que no mundo anda perdida, Eu sou a que na vida não tem norte, Sou a irmã do Sonho,e desta sorte Sou a crucificada ... a dolorida ... Sombra de névoa tênue e esvaecida, E que o destino amargo, triste e forte, Impele brutalmente para a morte! Alma de luto sempre incompreendida!... Sou aquela que passa e ninguém vê... Sou a que chamam triste sem o ser... Sou a que chora sem saber porquê... Sou talvez a visão que Alguém sonhou, Alguém que veio ao mundo pra me ver, E que nunca na vida me encontrou!
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo caráter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, fato reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos. Cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina. A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.